Não morrerás em mim. Não morrerás
 assim como uma sombra na distância,
 o vento no horizonte e, nas manhãs,
 a alegria mais pura que inventamos.
 Serás presente em tudo e viverás
 o segredo de todos os momentos.
 Todas as coisas gritarão teu nome
 e o silêncio mais ouro, o mais sutil,
aquele que mais dói e acende as noites
 e o ser profundamente intranquiliza
 este restituirá o movimento,
 a eternidade viva de teus passos
 e a certeza mais limpa de que nunca
 tu morrerás em mim.
 Não morrerás.
 ( Gilberto Mendonça Teles - Falavra, p. 44 )

:: Postado por Val às 13h05
::
:: Enviar esta mensagem

A poesia de Gilberto Mendonça Teles carrega em si uma
preocupação com a linguagem, com o uso de cada palavra,
de cada som que ele possa evocar. no espaço da página
os seus poemas evoluem, sempre buscando um
aproveitamento do passado. Encontra-se aí introjetada
uma pesquisa intelectual bastante elaborada, em
constante confronto com a emoção e com a razão, como
por exemplo, neste trecho do poema abaixo, onde,
notadamente, o poeta se refere à figura camoniana:
"Textos, pretextos, motivos
de alguma estranha epopéia
(...)
formas perdidas na areia
que um olho apenas procura".

:: Postado por Val às 08h34
::
:: Enviar esta mensagem

Links

:: la vou eu
:: tabernaculo
:: o centenario
:: arretado

..:: INDIQUE ESSE BLOG ::..

20/02/2005 a 26/02/2005

06/02/2005 a 12/02/2005

30/01/2005 a 05/02/2005

23/01/2005 a 29/01/2005

19/12/2004 a 25/12/2004

12/12/2004 a 18/12/2004

05/12/2004 a 11/12/2004

10/10/2004 a 16/10/2004

03/10/2004 a 09/10/2004

26/09/2004 a 02/10/2004

19/09/2004 a 25/09/2004

12/09/2004 a 18/09/2004

05/09/2004 a 11/09/2004

29/08/2004 a 04/09/2004

15/08/2004 a 21/08/2004

08/08/2004 a 14/08/2004

Visitas

Créditos

Layout por

..:: Carmem Design ::..
Todos os direitos reservados ©

..:: Carmem Design  ::..