
ELIPSE
ELIPSE
Vim descobrir o que ficou de elipse
e precisão,
o que se fez sucinto e reticente,
o inacabado do cabo Não.
Vim recolher esta úmida sintaxe
que foi além
e não poupou a rigidez da língua
que ficou sem.
E vim, não para ver, deixar a meio
fala e raiz:
vim extrair de ti a própria essência
do que não fiz.
(
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Val
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SEARA
A terra abriu o ventre amorenado
à volúpia da relha fecundante.
E dos sulcos arais e das leivas do solo
brotaram de repente os cachos suculentos
das frutas mais sabidas.
Nos caules balançavam, já maduras,
as espigas do amor.
Era a safra do amor, quando te conheci.
. ( Hora Aberta – Poemas Reunidos, 2003, p. 765 )
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Val
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